Como não perder posições no Google em 2019

Como não perder posições no Google em 2019

Qualquer negócio online, grande ou pequeno, seja um produto ou um serviço, deve priorizar o Google. Podemos apresentar uma lista de motivos, mas aqui vai o principal deles: por uma questão de sobrevivência. Um site sem presença no Google é um site sem presença online.

Tudo bem, vamos à uma lista de 10 motivos:

  • 69% das empresas brasileiras adotam uma estratégia de SEO (SEO Trends 2017)
  • Até 2020, empresas no mundo todo irão investir US$ 79 milhões em SEO (Search Engine Land)
  • E-commerces brasileiros que investem em SEO obtém 13 vezes mais visitas e 6 vezes mais cliques (SEO Trends 2017)
  • Cerca de 80% dos usuários ignoram anúncios pagos no Google (Search Engine Land)
  • 93% de todo o tráfego mundial vem de um mecanismo de busca (Search Engine Journal)
  • 63% de todas as pesquisas no mundo são feitas no Google (Search Engine Land)
  • 50% dos visitantes tendem a clicar em um resultado se a marca aparecer várias vezes nos resultados de busca (Brafton)
  • Empresas que adotam estratégias conjuntas de SEO e anúncios pagos obtém 27% a mais de lucro do que aquelas que utilizam uma única estratégia (Search Engine Land)
  • 81% dos visitantes iniciam uma busca orgânica antes de realizar uma compra online (Retailing Today)
  • O Google realiza atualizações em seu algoritmo cerca de 500 a 600 vezes por ano (Moz)

Existem ainda mais um dado vital para o sucesso ou o fracasso de um negócio online:

40% dos profissionais de marketing afirmam que atualizações do Google são o maior motivo de preocupação em suas estratégias de busca (Ascend2)

Atualizações do Google

Conhecer e acompanhar mudanças algorítmicas do Google é parte fundamental de uma estratégia de SEO. Uma pesquisa realizada pela Content Marketing Institute mostrou que atualizações do Google são o motivo de maior preocupação entre empresas online:

importancia profissionais marketing

Essa preocupação não é por acaso. Em mercados mais desenvolvidos, como nos EUA, estratégias de marketing são levadas muito a sério e tomam uma fatia importante do orçamento das empresas. Muitas delas já experimentaram o sabor amargo de quedas repentinas de visitas orgânicas em razão de alguma mudança algorítmica. Não estamos falando de uma possível punição ou algum motivo que explique a queda de tráfego, como um conteúdo de má qualidade ou um site que entrega uma experiência ruim para o usuário. Muitos sites excepcionais já foram e são afetados negativamente apenas porque o Google decidiu mudar o peso de determinados fatores de posicionamento orgânico, afetando negócios – para o bem ou para o mal – no mundo todo, incluindo o Brasil.

Entender como o Google funciona deve fazer parte de uma sólida estratégia de marketing. Acompanhar suas atualizações e analisar o impacto de cada uma delas pode trazer informações vitais e a longo prazo para qualquer negócio online. Vamos entender um pouco sobre elas:

Tipos de atualizações do Google

A maioria das atualizações do Google são basicamente divididas em duas categorias: atualizações oficiais e atualizações secundárias. A primeira geralmente é anunciada pelo próprio buscador em seus canais oficiais e são batizadas com um nome. Essas são as atualizações realmente importantes. Penguin, Panda, Pirate são alguns exemplos clássicos (notou que todas começam com a letra P?).

A segunda categoria de atualizações são aquelas que ocorrem às centenas durante todo o ano e que muitas vezes – ou na maioria dos casos – nunca são anunciadas pelo Google. Essas atualizações não têm nome e fazem parte das melhorias constantes do Google como um esforço para garantir os melhores resultados para as necessidades dos seus usuários. O próprio afirma:

declaração google

Embora sejam sim melhorias contínuas, podemos especular também que não informar sobre atualizações “secundárias” pode ser uma forma do Google não revelar ou dar pistas sobre o peso de cada fator dentre os mais de 200 que o algoritmo correlaciona para determinar o posicionamento de um resultado na primeira página ou no top 03 dos seus resultados orgânicos:

“A forma mais simples de entender o Google seria imaginar 200 fatores listados em ordem de importância. Mas imagine o Google mudando a ordem de 42 destes 200 fatores e atribuindo pesos e medidas diferentes. O posicionamento mudaria, mas ainda assim seria o resultado de muitas coisas e não devido a um único fator isolado.” (Search Engine Land)

Alguns exemplos de atualizações mais gerais: Fred, Medic e Pigeon. Esses nomes não são oficiais e geralmente são atribuídos por publicações importantes sobre SEO e marketing digital.

Em 20 anos de Google, alguns algoritmos já são bem famosos. Isso não significa que eles foram lançados uma única vez. Pelo contrário, são atualizados e melhorados a todo momento:

Google Panda – Fevereiro de 2011

Este algoritmo foca o conteúdo de um site. Páginas com conteúdo de baixa qualidade ou conteúdos duplicados (dentre outras considerações) são rebaixadas nos resultados orgânicos. No sentido oposto, sites que apresentam conteúdos relevantes e úteis para os usuários são recompensados.

Google Penguin – Abril de 2012

Esse algoritmo tem como objetivo monitorar sites que estão manipulando links ou super-otimizando palavras-chave em suas páginas para melhorar seu posicionamento orgânico. Junto com o Panda, é visto como uma das principais atualizações do Google. Além disso, segundo um dos membros do Google na área de qualidade de buscas orgânicas, John Muller, a presença de muitos links externos de baixa qualidade apontando para o seu site pode trazer baixa reputação para suas páginas.

Google Hummingbird – Agosto de 2013

Essa atualização é considerada muito mais que uma melhoria algorítmica, mas uma mudança de paradigma. Aqui o Google mostra seu verdadeiro empenho em tornar seu buscador muito mais inteligente e sofisticado. O Humminbird passa a reconhecer melhor a intenção da busca do usuário, trazendo resultados ainda mais relevantes, sem a necessidade de encontrar uma palavra-chave exata. Por exemplo, o resultado pelo terno “mercúrio” torna-se mais preciso porque o algoritmo passa a buscar termos semanticamente relacionados, como “planetas”, “universo” ou “via-láctea”. Assim, o que o usuário está querendo saber é sobre o assunto “mercúrio planeta” e não “mercúrio metal”.

Google Mobile-First Index – Março de 2018

Este algoritmo foi anunciado pelo Google como uma atualização gradual. A partir de então, o buscador passa a rastrear, indexar e posicionar sites baseados em sua versão mobile e não mais exclusivamente sua versão desktop. Isso não significa que sites que possuem apenas uma versão desktop deixarão de ser indexados, mas agora a versão mobile passa a determinar o posicionamento de uma página. Sites cadastrados na ferramenta Google Search Console passam a ver a seguinte mensagem:

mobile-first indexing

Google Speed Update – Julho de 2018

O Google passa a considerar a velocidade de tempo de carregamento de um site como fator de posicionamento em buscas realizadas no celular. “O Speed Update, como estamos chamando, só afetará páginas que apresentem uma experiência lenta para seus usuários, independentemente da tecnologia usada na criação do site. A intenção da busca continua sendo um importante fator, por isso mesmo uma página lenta ainda pode ter um bom posicionamento se possuir conteúdo relevante.” (Webmaster Central Blog)

Google Medic Update – Agosto de 2018

Confirmada pelo Google como uma atualização geral, este algoritmo afeta os chamados sites YMYL (You Money, Your Life), ou seja, segundo o próprio Google, “qualquer conteúdo que possa afetar a saúde, o bem-estar, a felicidade ou a segurança financeira de uma pessoa.” (Manual de Qualidade do Google).

E-commerces ligados à área da saúde foram particularmente bastante afetados, bem como sites relacionados à dieta e nutrição. Sobre como os sites podem se recuperar de uma punição deste tipo, novamente o Google afirma, vagamente:

declaração google

Como pensar em SEO em 2019

Claro, não é possível oferecer uma fórmula perfeita sobre o que fazer em 2019 para obter os melhores resultados, mas uma boa pista – e muito óbvia, aliás – é a de que o Google basicamente está sempre falando e reiterando uma única mensagem durante anos: crie conteúdo de qualidade, ofereça a melhor experiência para os usuários, transmita expertise, autoridade e confiança.

Em essência, é importante preocupar-se com:

1. Certifique-se que o seu site oferece uma boa experiência mobile: Seu site precisa ser adaptado para dispositivos móveis. Embora isso pareça óbvio, por mais responsivo que seja, sua versão mobile pode ainda apresentar uma série de erros, como elementos muito próximos entre eles, excesso de informação ou páginas lentas para carregar no browser.

2. Melhore a velocidade das suas páginas em todos os dispositivos: Este é um dos pontos mais importantes. Não foque somente na usabilidade do seu site desktop. Suas páginas devem oferecer uma ótima experiência em qualquer dispositivo, desktop, mobile ou tablet.

3. Saiba o que o seu público quer e o que ele está buscando: Saber o que o seu público-alvo quer significa entender o seu comportamento. Faça uma pesquisa de palavras-chave e saiba o que seus clientes em potencial estão pesquisando no Google. Crie conteúdos em torno dessas palavras, porém pensando sempre em como resolver uma necessidade e não apenas otimizar para o Google.

4. Crie conteúdo exclusivo e de qualidade: Muitos e-commerces utilizam em suas páginas de produto a mesma descrição oferecida por seus fornecedores. O resultado disso são toneladas de páginas com textos e imagens duplicadas. Elabore conteúdos originais. Novamente, respondendo às buscas que o seu público realiza no Google. Fale sobre mais detalhes do seu produto ou serviço, insira imagens, vídeos. O que você pode fazer para melhor atender o seu cliente?

5. Escreva para pessoas: É certo dizer que toda página (que agregue valor) precisa ter uma palavra-chave. Mas é absolutamente errado focar um conteúdo numa única palavra-chave. Como dito mais acima, o Google sabe muito bem distinguir o conteúdo de um assunto sem ter mais que recorrer à uma palavra-chave. Buscas no Google por voz, inclusive, crescem a cada ano. Prefira a naturalidade e não se prenda à regras de plugins de conteúdo.

6. Seja estratégico e monitore suas métricas: Seu site deve focar páginas estratégicas (por exemplo, aquelas que mais geram receita) e ao mesmo tempo deve ser otimizado e melhorado de forma escalável. Monitore a quantidade de visitas orgânicas, taxa de rejeição, tempo de permanência na página etc. Cada aplicação, cada melhoria, monitore e acompanhe qual foi o seu impacto na sua ferramenta de Analytics.

Sempre que o Google anunciar uma nova atualização, é importante considerar se sua estratégia de SEO merece uma nova análise.

Estejamos todos preparados para 2019!

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